logo geame ima ce

 

Evangelho no Lar

O Primeiro Culto Cristão no Lar

 

O Evangelho na Casa de Pedro

 

Numa noite de luar prateado, quando o céu se povoara de estrelas, Jesus se instalou, provisoriamente, na casa de Pedro.

 

Como é comum em nossas casas, também lá o assunto estava improdutivo. Mas, Jesus não perdeu sequer um momento de sua vida, aproveitando tudo com muito amor e sabedoria. Para ensinar e exemplificar, portanto, mudou o rumo da conversa e falou com bondade:

 

- Simão Pedro, o que faz o pescador, quando se dirige ao mercado com os frutos de cada dia?

- Ah! Mestre! Naturalmente escolhemos os peixes melhores, ninguém compra as sobras da pesca.

 

Jesus Sorriu e Perguntou de novo:

 

- E o oleiro? Que faz para atender a tarefa que se propõe?

 

Pedro:

 

- Modela o barro, imprimindo-lhe a forma desejada.

- Como procede o carpinteiro para alcançar o trabalho que se pretende?

 

E Pedro, muito simples e sem vacilar, responde:

 

- Lavrará a madeira, usará a enxó e o serrote, o martelo e o formão, de outro modo não aperfeiçoará a peça bruta.

 

Calou-se Jesus por alguns instantes e aduziu:

 

- Assim também é o lar diante do mundo. O berço doméstico é a primeira escola e o primeiro templo. A Casa do homem é a legitima exportadora de caracteres para a vida comum.

 

Jesus relanceou o olhar pela sala modesta, fez um pequeno intervalo, e continuou:

 

- Pedro, acendamos aqui, em torno de nós, e de quantos nos procuram a assistência fraterna, uma claridade nova.

 

Na mesa da tua casa é servido o pão de cada dia, que recebes do Senhor; porque não instalar em redor desta mesa a sementeira da felicidade e da paz na conversação e no pensamento edificantes? O Pai, que nos dá o trigo através do solo, envia-nos a luz através do Céu.

 

E Jesus, convidando os familiares do apostolo a palestra edificante e a meditação elevada, desenrolou os Escritos da Sabedoria, havendo, então, na Terra, em casa de Pedro:

 

O PRIMEIRO CULTO CRISTÃO NO LAR.

 

(Jesus no Lar – Fco.Cândido Xavier – Pelo espírito Neio Lúcio)

 

Foi no dia do primeiro CULTO CRISTÃO NO LAR, na casa de Pedro, que Jesus falou:

 

- “Onde estiverem duas ou mais criaturas reunidas em meu nome, eu entre elas estarei” (Mateus, 18:20).

 

 

 

Os Apóstolos

 

A boa Nova, que teve seu início na manjedoura, estendeu-se à casa de Simão Pedro e, em seguida, às praças públicas; estava agora sendo levada a outras cidades e povos do mundo.

 

Os Apóstolos, continuando a orientação do Culto Cristão no Lar, se reuniam no subsolo das casas, nas catacumbas, enfim, sempre em lugares escondidos, pois era severamente proibida a prática do ensino de Jesus.

 

Embora amedrontados, com a morte do Mestre, se reuniram no dia de Pentecostes, quando se deu a descida do Espírito Santo sobre eles. Depois disto, eles perderam o medo e saíram corajosos a pregar o Evangelho, colhendo as primeiras almas para a Igreja primitiva (Atos dos Apóstolos, Cap.2 vers. 1 a 12).

 

Mas apesar de seus firmes propósitos começaram a sofrer perseguições e a influência do judaísmo. Isto fez com que eles se dividissem e saíram a pregar a Boa Nova em cidades diferentes, levando assim o Evangelho de Jesus, para outros lugares.

 

A Missão de Paulo

 

Passam-se quase 36 anos da vinda de Cristo, quando Saulo de Tarso, o homem enérgico e luminoso, na Cilícia, centro dos intelectuais do Império e berço da Cultura Romana, considerado cidadão romano por nascimento, Doutor da lei, membro do Sinédrio e discípulo de Gamaliel. Religioso e defensor das leis judaicas, mas ferrenho perseguidor do Cristianismo:

 

“Numa viagem a Damasco, à caça de Cristãos, na entrada da cidade, em pleno sol escaldante do meio-dia, Saulo vê uma Luz Clara e Forte, tão convincente, que lhe ofuscou a visão material e, naquela atmosfera, já preparada para aquele vaso escolhido, Jesus aparece com a Luminosidade de Espírito Crístico. Dirigindo-lhe a palavra vibrante e humilde, pergunta ao vaidoso moço:

 

- Saulo, Saulo, por que me persegues?

 

E Saulo cai do cavalo com o rosto no chão entre as mãos, Impossível lhe foi evitar aquela visão, pois enxergava agora com os olhos do espírito.

 

Num lance de segundo, num retrospecto de consciência e memória articulou:

 

- Quem és tu?

- Sou Jesus, a quem persegues!

- O que queres que eu faça? Perguntou ao Mestre. E Jesus com serenidade disse.

- Levanta-te e entra na cidade, lá será dito o que deverás fazer”

 

(“Paulo e Estevão” - Emanuel Psicografia de Fco.Cândido Xavier)

 

 

 

Os primeiros Grupos de Visitadores

 

O Evangelho nos Lares de Damasco.

 

Em Damasco, havia um discípulo do Mestre chamado Ananias, a quem Saulo buscava para prendê-lo, sabendo ser ele um dos cristãos que convenceu sua noiva Abigail a aderir à nova Doutrina.

 

Jesus aparece a Ananias e solicita:

 

- Ananias, vai ao bairro que se chama Direito, na casa de Judas, e busca um moço de Tarso, chamado Saulo; encontra-lo-ás orando.

 

- Senhor, tenho ouvido falar neste homem; ele é perigoso, perseguidor dos cristãos, e sei quanto mal tem feito em nome dos santos de Jerusalém. É uma autoridade romana e tem o poder dos príncipes dos sacerdotes, para prender todos aqueles que invocam teu nome.

 

Ananias falava com ingenuidade, como se Jesus não soubesse de tudo.

 

- Mas, vai! - Ordena Jesus com bondade – Este é para mim o vaso escolhido, para levar o meu nome diante de todas as gentes, de todos os reis e a todos os filhos de Israel.

 

Ananias obedeceu, e, entrando na casa de Judas, encontrando Saulo de Tarso, colocou as mãos sobre seus ombros e disse:

 

- Saulo, o Senhor Jesus, que te apareceu no caminho de onde vinhas, enviou-me aqui para que recobres a visão.

 

E Saulo, o novo convertido de Damasco, após ter recebido informações sobre Jesus, tomou conhecimento dos ensinamentos do Cristo, através dos pergaminhos escritos por Mateus, e tratou logo de copiar e inteirar-se do Novo Código da Lei.

 

(“Paulo e Estevão” – Emmanuel - Psicografia de Fco.Cândido Xavier)

 

Disposto a colocar mãos a obra, sai da casa simples de Judas, para levar o Evangelho por toda cidade de Damasco e, junto com Ananias, saiu a pregar a Boa Nova, espalhando os ensinamentos de Jesus, primeiro nos lares, depois nas sinagogas, nos lugares públicos e nas igrejas (muitas foram fundadas por ele).

 

Assim o primeiro grupo de visitadores a realizar o Culto Cristão no Lar, foi formado por Saulo e Ananias.

 

 

 

O Evangelho no Oásis

 

Assim cumprindo a programação espiritual feita antes, vai para o Oásis, no deserto, e por capricho da Natureza, que executa, com precisão, as ordens do Alto, é hospede de Áquila e Prisca.

 

O Casal, Áquila e Prisca, havia sido condenado por Paulo às torturas, na prisão, por serem ambos cristãos, mas não reconheceram o moço tarsense, contaram para ele todas as ignomínias sofridas.

 

Falaram da morte do velho pai de Áquila, após ter saído do cárcere devido aos maus-tratos e abusos que os soldados romanos praticavam em nome do Sinédrio. Isto tudo para Paulo é como uma lança que estraçalhava o seu coração.

 

Com o passar do tempo, Paulo lhes conta a verdade e pede perdão chorando convulsivamente; com o coração dilacerado, Áquila e Prisca o observam com assombro, abraçando-se os três em seguida, para agradecerem aos céus.

 

Após ter conquistado a simpatia do casal, Paulo, Áquila e Prisca começaram a levar o Evangelho de Jesus àquela região, formando assim o Segundo Grupo de Visitadores.

 

 

O encontro com Lucas

 

Ao término de sua hospedagem, Paulo despede-se, agradece pelos três anos que ali ficou, partindo para outras regiões, a fim de cumprir as ordens do Alto.

 

Encontra-se com Barnabé, Timóteo, Lucas, Marcos, mais uma vez formam grupos de duas ou três pessoas, perfazendo longas caminhadas, levando o Evangelho a lares distantes.

 

Assim, Paulo continuava as viagens, levando o Evangelho a muitos países, conquistando a simpatia de todos, Através de suas lutas, de seu trabalho, renúncia e sofrimento.

 

Lucas, que era médico e também grandioso médium acompanhando Paulo em suas viagens, faz suas anotações no navio, descrevendo o que Paulo lhe contava:

 

“- No Decorrer dos tempos – disse Paulo a Lucas – o Evangelho deverá ser levado para todos os lares do mundo, e cada lar irá transformar-se num verdadeiro Templo do Cristo.”

 

 

 

Proteção no Lar

 

No livro “Os Mensageiros”, cap. 34 a 37, André Luiz nos traz uma verdadeira riqueza de detalhes sobre a importância, necessidade e benefícios que o Evangelho no Lar nos proporciona.

 

Em estágio de Aprendizado na crosta estavam André Luiz e Vicente, tendo como instrutor o abnegado Aniceto, que, eficientemente conduzia a Caravana. Não era a primeira vez que André atravessava a crosta terrestre para contatar diretamente com os encarnados, isto é, após o seu desencarne.

 

- Assim, após horas de excursão fatigante em que Vicente e eu estávamos positivamente exaustos, Aniceto convidou-nos amavelmente.

- Vamos ao reconforto! Vocês estão fatigados. Irei mostrar-lhes que “Nosso Lar” tem igualmente, alguns refúgios na crosta.

Aquela residência de aspecto tão humilde, que alcançávamos agora, proporcionava-nos cariciosa impressão de conforto. Estava lindamente iluminada por clarões espirituais. Notando nossa admiração, Aniceto indicou a casa pobre, e falou.

- Teremos aqui o nosso refugiu. É uma oficina que representa “Nosso Lar”. É o Lar de Isabel, viúva de Isidoro.

Numerosos companheiros espirituais assomavam à janela, saudando-nos alegremente. Que significava tudo aquilo? De outra vez visitara minha cidade e meu antigo lar, mas nunca vira tal coisa.

Aniceto compreendendo-nos a perplexidade explica:

- Os irmãos que nos saúdam são trabalhadores espirituais que se abrigam nesta tenda de amor.

Um cavalheiro simpático e acolhedor abriu-nos a portas – diz André Luiz. Este pormenor foi outra nota imprevista. Tal não sucedia quando visitei meu antigo lar. As portas serradas não me ofereciam obstáculos. O irmão que os recebia era o próprio Isidoro.

Ao abrir a porta, Isidoro saudou-os dizendo:

- A casa pertence a todos os cooperadores fiéis do serviço cristão.

 

 

 

Explanação Sobre o Texto

 

Aí a razão em dizer que, quando as criaturas reúnem-se nas bênçãos do Culto do Evangelho do Lar, terão como anjo guardião de sua família, um Espírito protetor, de coração ao nível de esforço paternal.

 

Este Espírito não só nos protege e sustenta na hora da reunião evangélica, como amorosamente fará parte integrante da família, e na maioria das vezes ele já é um Espírito familiar.

 

No caso, Isidoro (que veio abrir a porta para eles) é um desses. Note-se que ele veio “abrir a porta”. Isto significa que o lar, quando protegido, não dá passagem normalmente a nenhum Espírito. Sabemos que as paredes materiais não são empecilhos, e os Espíritos as transpõe naturalmente.

 

Mas quando são levantadas “paredes” espirituais com substâncias sublimes, através do amor, dedicação e ligação com Jesus, isolando o lar da atmosfera miasmática da crosta, somente entram, neste ambiente, Espíritos autorizados, mesmo assim aqueles que o guardam, terão que “abrir as portas”. Neste caso, o embaixador espiritual da casa de Isabel é o próprio Isidoro, o esposo desencarnado.

 

“Ali, no lar de Isabel – diz – vigorava um sistema vibratório de segurança onde os Espíritos só podiam penetrar com a permissão de Isidoro.”

 

E ninguém melhor que Isidoro poderia cuidar daquela família com tanto amor e dedicação, pois, trata-se do bem-estar de corações ligados a ele pelo amor da esposa e filhos amados.

 

Estamos vendo que o lar, onde se cultiva o Evangelho, torna-se protegido. Os Espíritos desavisados, que vagueiam, perambulando em outra faixa vibratória, que não é a do bem, nele não têm acesso.

 

Cada prece emitida do coração constitui correntes magnéticas de grande poder.

 

Por isso, o Culto Familiar do Evangelho, não é tão somente um curso de iluminação exterior, mas, também um processo avançado de defesa, pelas claridades espirituais que acendem em torno de nós. A criatura que ora traz consigo inalienável couraça de proteção.

 

Por isso, dissemos que, quando o Evangelho é aberto em casa, a luz se faz e as trevas batem em retirada.

 

Wanderley Pereira

(Pesquisa e Organização)

Caixa de texto: Voltar ao topo

Fale Conosco

 

Av.: Dos Expedicionários, 9970 — Itapery

Fortaleza/CE — CEP. 60.741-600

 

Telefone: (85) 9652-0908

 

geame@geame.com.br

Grupo Espírita Ana Amélia Bezerra de Menezes 2007/2008 - Todos os Diretos Reservados